Teto do INSS: Como Receber Aposentadoria com Valor Máximo
Você sabe o que é o teto do INSS? Em 2025, o teto do INSS é R$ 8.157,41.
Uma aposentadoria com este valor não seria nada ruim, não acha? Esse é o sonho de muitos brasileiros.
Mas será mesmo possível se aposentar com o teto do INSS? O que o trabalhador precisa fazer para planejar a aposentadoria e conseguir atingir esse valor?
Hoje eu vou esclarecer todas estas questões.
O que é o teto do INSS?
O teto do INSS é o valor máximo que você pode receber de qualquer benefício do INSS. Além disso, o teto também é importante para definir o valor máximo de contribuição mensal para os segurados.
O Governo Federal atualiza o seu teto do INSS todos os anos. Em 2025, o teto do INSS é R$ 8.157,41.
Ou seja, nenhuma pessoa pode receber uma aposentadoria, auxílio ou pensão com valor superior a este teto. Além disso, a contribuição para o INSS de nenhum trabalhador pode ser calculada sobre valor acima deste teto.
Ou seja, o teto do INSS possui 2 finalidades:
- Definir o valor máximo dos benefícios do INSS; e
- Determinar o valor máximo das contribuições do segurado.
Valor máximo dos benefícios do INSS
Quanto à primeira finalidade, não há muito “mistério”. Significa apenas que nenhuma aposentadoria, auxílio ou pensão pode ser pagar em valor superior àquele limite máximo definido pelo Governo Federal todos os anos.
Ou seja, mesmo que você seja um milionário com salário acima de R$ 1 milhão por mês, a sua aposentadoria paga pelo INSS não poderá ser superior ao teto do INSS.
Talvez você não seja um milionário. Mas mesmo assim é importante saber isso. Afinal, se você pretende sobreviver com um valor superior ao teto do INSS após parar de trabalhar, deve saber que vai precisar encontrar outras fontes de renda além da aposentadoria paga pelo INSS.
Valor máximo das contribuições para o INSS
Em relação à segunda finalidade, o valor da contribuição vai depender da categoria de segurado de cada trabalhador. A depender da sua categoria, o percentual de sua contribuição pode ser diferente.
Empregados (rurais, urbanos e domésticos)
No caso dos empregados, o percentual é definido por “faixas”.
Imagine, por exemplo, que uma pessoa seja empregada de um grande banco com salário mensal de R$ 10.000,00. Diferentemente daqueles empregados que recebem abaixo do teto, o valor da contribuição deste bancário não será calculado sobre a sua remuneração total.
Ou seja, este empregado não vai pagar 14% de R$ 10.000,00 para o INSS.
Na verdade, a sua contribuição vai estar limitada ao teto do INSS.
Considerando o teto do INSS em 2025 (R$ 8.157,41) e as alíquotas de cada faixa, o valor máximo da contribuição deste empregado será R$ 951,63.
Contribuintes individuais e facultativos
No caso dos contribuintes individuais, a alíquota depende do tipo de atividade:
- Em regra, a alíquota é de 20% para os autônomos (sem CNPJ);
- No caso de serviços prestados para pessoas jurídicas e daqueles empresários que possuem CNPJ e são remunerados com “pró-labore”, a alíquota é de 11%;
- Ainda há a possibilidade de contribuir pelo plano simplificado, com 11% sobre o salário mínimo, mas neste caso não haverá direito à aposentadoria por tempo de contribuição e os benefícios também podem ser limitados ao salário mínimo; e
- A contribuição do MEI é de 5% do salário mínimo.
A alíquota “normal” dos contribuintes facultativos também é de 20%.
Mas eles também têm a possibilidade de optar pelo plano simplificado de 11% ou 5% para os de baixa renda. Contudo, nestes casos os seus benefícios também serão limitados ao valor do salário mínimo.
Agora imagine, por exemplo, um médico que trabalhe por conta própria e ganhe de R$ 15.000,00 a R$ 20.000,00 por mês com consultas e cirurgias.
Neste caso, o valor da sua contribuição para o INSS não será 20% de sua remuneração total.
Na realidade, será 20% do teto do INSS R$ 8.157,41, em 2025).
Ou seja, ele deve pagar ao INSS o valor de R$ 1.631,48 por mês.
O mesmo vale para os contribuintes facultativos. Ou seja, aqueles contribuintes que não exercem atividade remunerada, mas contribuem com o INSS por conta própria para garantir uma aposentadoria no futuro.
Estes contribuintes podem escolher o valor da sua contribuição, mas este valor não pode ser superior a 20% sobre o teto do INSS.
Como receber o teto do INSS?
Como você deve saber, cada benefício previdenciário possui uma regra própria de cálculo. Portanto, cada aposentadoria, auxílio ou pensão é calculada de uma forma diferente.
Porém, em geral, os benefícios do INSS são calculados a partir da média dos seus salários de contribuição. Ou seja, o valor dos benefícios previdenciários deve ser equivalente a um percentual da média dos seus salários de contribuição.
E nem sempre este percentual é equivalente a 100%.
Na verdade, isto vai depender da sua idade e do seu tempo de contribuição.
Em alguns casos, pode ser que você tenha direito a uma aposentadoria com valor equivalente a apenas 60% da média dos seus salários de contribuição.
Portanto, uma aposentadoria com valor equivalente ao teto do INSS depende de 2 fatores:
- A média dos seus salários de contribuição deve ser equivalente ao teto do INSS; e
- Você deve preencher os requisitos de alguma aposentadoria com valor equivalente a 100% da média dos seus salários de contribuição.
Vou explicar cada um destes “fatores” separadamente. Assim, acredito que você vai conseguir descobrir se é possível e o que você deve fazer para receber o teto do INSS.
1. Média salarial equivalente ao teto do INSS
Antes da reforma da previdência (13/11/2019), era muito mais “fácil” conseguir uma aposentadoria no teto do INSS.
É que, antes da reforma, existia uma regra segundo a qual o INSS deveria “descartar” os seus 20% menores salários de contribuição na hora de calcular a sua aposentadoria.
Infelizmente, a reforma da previdência praticamente acabou com essa regra.
A partir de agora todos os seus salários de contribuição a partir de julho de 1994 entram no cálculo do seu benefício.
E é praticamente impossível alguém receber acima do teto do INSS desde o seu primeiro salário.
A não ser que você seja um grande gênio e monte sua primeira empresa milionária em menos de 1 mês, provavelmente vai começar a sua vida profissional com salários bem abaixo do teto do INSS.
E lá na frente, na hora de se aposentar, estes salários menores podem diminuir um pouco o valor da sua aposentadoria. Porém, isto não significa que a sua aposentadoria tenha que ser em um valor muito abaixo da sua remuneração.
De qualquer forma, se você é um empregado ou trabalhador avulso e quer aposentar com valor máximo, deve possuir uma remuneração igual ao superior ao teto do INSS.
Se você é um contribuinte individual, o seu rendimento mensal também deve ser igual ou superior ao teto do INSS. E se você é um contribuinte facultativo, deve optar por pagar 20% sobre o teto do INSS.
Infelizmente, não há outro caminho: quanto maior o valor das suas contribuições, maior o valor da sua aposentadoria. Assim, você deve contribuir no teto para receber o teto.
Se não for possível receber o valor máximo, estas contribuições mais elevadas devem ajudá-lo a garantir uma aposentadoria com valor mais próximo possível ao teto do INSS.
2. Aposentadoria com valor equivalente a 100% da média salarial
Como eu disse, não basta possuir uma média salarial equivalente ao teto do INSS para receber uma aposentadoria com valor máximo.
Além disso, você precisa preencher os requisitos de alguma aposentadoria que permita o pagamento de um benefício com valor equivalente a 100% dessa média.
Após a reforma da previdência (13/11/20), também ficou bem mais difícil cumprir os requisitos de alguma aposentadoria com valor máximo.
Portanto, se você cumpriu os requisitos antes da reforma, as suas chances são bem maiores.
De qualquer forma, eu vou explicar como era antes e como ficou depois da reforma para se
aposentar no teto. E é importante lembrar: se você cumpriu os requisitos da aposentadoria antes da reforma (até 12/11/2019), tem direito adquirido às regras antigas.
Ou seja, pode optar pelas regras antigas, desde que mais vantajosas, mesmo que ainda não tenha dado entrada em sua aposentadoria.


